Postado por Paulo Coelho em 22 de outubro de 2009 às 00:43
O pessimismo contagia. O derrotismo contagia. A desesperança contagia.
As pessoas que tem sensibilidade suficiente para enxergar auras (vibrações energéticas que envolvem os seres vivos), percebem que - antes da doença física penetrar no corpo, parte da energia vital é drenada pelo cérebro aflito e preocupado. Tudo aquilo que colocarmos no dia de hoje, nos será devolvido de alguma maneira - num ciclo muito semelhante aquele que vemos na natureza.
“O que plantamos, colhemos”, diziam nossas avós.
Elas nunca escutaram palavras como ecologia. Mas nesta simples frase - “o que plantamos, colhemos” - está parte da sabedoria que o universo nos ensina.
Cada momento de nossa realidade é diretamente influenciado pela nossa maneira de achar como uma “realidade” deve ser.
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terça-feira, 10 de novembro de 2009
O desejo deve ser forte
Postado por Paulo Coelho em 01 de novembro de 2009 às 00:07
O yoga Ramakrishna ilustra, com uma parábola, a intensidade do desejo que precisamos ter:
O mestre levou o discípulo para perto de um lago.
- Hoje vou ensiná-lo o que significa a verdadeira devoção – disse.
Pediu ao discípulo que entrasse com ele no lago, e segurando a cabeça do rapaz, colocou-a debaixo d’água.
O primeiro minuto passou. No meio do segundo minuto, o rapaz já se debatia com todas as forças para livrar-se da mão do mestre, e poder voltar a superfície.
No final do segundo minuto o mestre soltou-o. O rapaz, com o coração disparado levantou-se, ofegante.
- O Sr. quis matar-me! – gritava.
O mestre esperou que ele se acalmasse, e disse:
- Não desejei matá-lo, porque se desejasse, você não estaria mais aqui. Queria apenas saber o que sentiu, enquanto estava debaixo d’água.
- Eu me senti morrendo! Tudo que desejava na vida era respirar um pouco de ar!
- É exatamente isso. A verdadeira devoção só aparece quando só temos um desejo, e morreremos se não conseguirmos realizá-lo.
O yoga Ramakrishna ilustra, com uma parábola, a intensidade do desejo que precisamos ter:
O mestre levou o discípulo para perto de um lago.
- Hoje vou ensiná-lo o que significa a verdadeira devoção – disse.
Pediu ao discípulo que entrasse com ele no lago, e segurando a cabeça do rapaz, colocou-a debaixo d’água.
O primeiro minuto passou. No meio do segundo minuto, o rapaz já se debatia com todas as forças para livrar-se da mão do mestre, e poder voltar a superfície.
No final do segundo minuto o mestre soltou-o. O rapaz, com o coração disparado levantou-se, ofegante.
- O Sr. quis matar-me! – gritava.
O mestre esperou que ele se acalmasse, e disse:
- Não desejei matá-lo, porque se desejasse, você não estaria mais aqui. Queria apenas saber o que sentiu, enquanto estava debaixo d’água.
- Eu me senti morrendo! Tudo que desejava na vida era respirar um pouco de ar!
- É exatamente isso. A verdadeira devoção só aparece quando só temos um desejo, e morreremos se não conseguirmos realizá-lo.
Não tenha medo de ser chamado de louco
Postado por Paulo Coelho em 03 de novembro de 2009 às 01:46
Os monges do deserto afirmavam que era necessário deixar a mão dos anjos agir.
Para isto, de vez em quando faziam coisas absurdas, como falar com flores ou rir sem razão. Os alquimistas seguem os “sinais de Deus”; pistas que muitas vezes não fazem sentido, mas que terminam levando a algum lugar.
Diz o mestre:
Não tenha medo de ser chamado de louco, faça hoje alguma coisa que não combina com a lógica que você aprendeu. Contrarie um pouco o comportamento sério que lhe ensinaram a ter. Esta pequena coisa, por menor que seja, pode abrir as portas para uma grande aventura, humana e espiritual.
Os monges do deserto afirmavam que era necessário deixar a mão dos anjos agir.
Para isto, de vez em quando faziam coisas absurdas, como falar com flores ou rir sem razão. Os alquimistas seguem os “sinais de Deus”; pistas que muitas vezes não fazem sentido, mas que terminam levando a algum lugar.
Diz o mestre:
Não tenha medo de ser chamado de louco, faça hoje alguma coisa que não combina com a lógica que você aprendeu. Contrarie um pouco o comportamento sério que lhe ensinaram a ter. Esta pequena coisa, por menor que seja, pode abrir as portas para uma grande aventura, humana e espiritual.
Por medo de chorar, deixamos de rir
Postado por Paulo Coelho em 08 de novembro de 2009 às 00:18
Por incrível que possa parecer, muita gente tem medo da felicidade. Para essas pessoas, correr o risco de estar de bem com a vida significa mudar uma serie de hábitos – e perder sua própria identidade.
Por isso, muitas vezes nos julgamos indignos das coisas boas que acontecem conosco. Não aceitamos as bênçãos – porque aceitá-las nos dá a sensação de que estamos devendo alguma coisa a Deus. Além disso, temos medo de nos “acostumar” com a felicidade.
Pensamos: “é melhor não provar o cálice da alegria, porque, quando este nos faltar, iremos sofrer muito”.
Por medo de diminuir, deixamos de crescer. Por medo de chorar, deixamos de rir.
Por incrível que possa parecer, muita gente tem medo da felicidade. Para essas pessoas, correr o risco de estar de bem com a vida significa mudar uma serie de hábitos – e perder sua própria identidade.
Por isso, muitas vezes nos julgamos indignos das coisas boas que acontecem conosco. Não aceitamos as bênçãos – porque aceitá-las nos dá a sensação de que estamos devendo alguma coisa a Deus. Além disso, temos medo de nos “acostumar” com a felicidade.
Pensamos: “é melhor não provar o cálice da alegria, porque, quando este nos faltar, iremos sofrer muito”.
Por medo de diminuir, deixamos de crescer. Por medo de chorar, deixamos de rir.
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