terça-feira, 10 de novembro de 2009

Não tenha medo de ser chamado de louco

Postado por Paulo Coelho em 03 de novembro de 2009 às 01:46

Os monges do deserto afirmavam que era necessário deixar a mão dos anjos agir.

Para isto, de vez em quando faziam coisas absurdas, como falar com flores ou rir sem razão. Os alquimistas seguem os “sinais de Deus”; pistas que muitas vezes não fazem sentido, mas que terminam levando a algum lugar.

Diz o mestre:

Não tenha medo de ser chamado de louco, faça hoje alguma coisa que não combina com a lógica que você aprendeu. Contrarie um pouco o comportamento sério que lhe ensinaram a ter. Esta pequena coisa, por menor que seja, pode abrir as portas para uma grande aventura, humana e espiritual.

Por medo de chorar, deixamos de rir

Postado por Paulo Coelho em 08 de novembro de 2009 às 00:18

Por incrível que possa parecer, muita gente tem medo da felicidade. Para essas pessoas, correr o risco de estar de bem com a vida significa mudar uma serie de hábitos – e perder sua própria identidade.

Por isso, muitas vezes nos julgamos indignos das coisas boas que acontecem conosco. Não aceitamos as bênçãos – porque aceitá-las nos dá a sensação de que estamos devendo alguma coisa a Deus. Além disso, temos medo de nos “acostumar” com a felicidade.

Pensamos: “é melhor não provar o cálice da alegria, porque, quando este nos faltar, iremos sofrer muito”.

Por medo de diminuir, deixamos de crescer. Por medo de chorar, deixamos de rir.

Americano de 21 anos ganha R$ 14,5 milhões em torneio de pôquer

Joseph Cada derrotou adversários nesta terça-feira (10) em Las Vegas.
Joe, de Michigan, é o mais novo a vencer a competição em 40 anos.


Foto tirada em 7 de novembro mostra o americano Joseph Cada, de 21 anos, contando suas fichas durante rodada final de pôquer na Série Mundial de 2009, em hotel em Las Vegas. (Foto: AFP)


O jovem venceu a competição nesta terça-feira (10), ganhando um prêmio de US$ 8,5 milhões (cerca de R$ 14,5 milhões). Joe, de Shelby Township, Michigan, é o mais jovem vencedor da competição em 40 anos. (Foto: AP)

EXAMES MOSTRAM QUE GATA NÃO PARIU CACHORROS


Exames divulgados nesta terça-feira (21) colocaram um ponto final ao que uma moradora da cidade gaúcha de Passo Fundo acreditava ser um cruzamento entre um cão e uma gata.

Os testes feitos pelo geneticista Adil Pacheco, diretor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Passo Fundo, mostraram que os três animais apontados por Cássia Aparecida de Souza como filhotes de sua gata Mimi são cachorros. Segundo o professor, jamais poderiam ter saído do ventre de uma gata.

O sangue utilizado no exame foi coletado na sexta-feira (17). Com o material, foi possível fazer a contagem dos cromossomos. Os gatos possuem 38. Já os cães, 78.

"Consegui confirmar que os três bichinhos são cães", disse Pacheco à Reuters por telefone. "Cão não nasce de gato, nunca vai nascer." "Agora é a palavra da moça contra a palavra da ciência", acrescentou.

Antes realizar os exames, o geneticista já havia afirmado que a probabilidade de uma gata parir cachorros é nula. De acordo com Pacheco, a distância evolutiva entre cães e gatos é a maior que pode existir entre dois mamíferos.

Mesmo diante do resultado dos exames, Cássia Aparecida não recuou. Ela afirma ter presenciado o parto de Mimi, que também deu à luz três gatos que morreram em seguida. Ela, seu marido, Rogério Jorge da Silva, e vizinhos garantem que o pai dos animais é um cachorro que vive no bairro onde moram.

Já o professor Pacheco afirma ser impossível uma relação sexual entre uma gata e um cão. "Olha o tamanho do pênis de um cão para caber na genitália de uma gatinha", disse. "Teria machucado toda, não conseguiria nem emprenhar", acrescentou.

"Todas as constatações vão contra a visão que ela teve", garante o professor, que atribui a afirmação de que uma gata teve cachorros como filhotes ao "imaginário popular".

A conclusão científica não foi o bastante para convencer Cássia Aparecida, que foi informada do resultado do teste por uma emissora de rádio local que transmitiu ao vivo sua divulgação.

Descontente com a constatação científica, a dona de Mimi, que espera seu primeiro filho para breve, promete pedir a realização de novos exames com os filhotes assim que eles estiverem maiores.

Orkupet promove amizade entre animais


Cães e gatos têm espaço garantido em página da internet.
Estudante cogita encontrar um par para sua cadelinha cruzar.


Os donos de animais de estimação agora têm outra maneira de exibir seus bichinhos: o Orkupet. Cães e gatos têm espaço garantido na página da internet dedicada para eles. Como muitos donos já cadastravam seus animais no site de relacionamentos Orkut, agora eles têm um espaço personalizado.



Animais podem fazer amizade com outros e participar de comunidades. “Eu amo ração”, “Eu gosto de assistir TV com meu dono” e “Minha dona é muito legal” são algumas das que fazem sucesso.

Foto: Arquivo pessoal
Arquivo pessoal
Estudante colocou sua cachorrinha no site de relacionamentos (Foto: Arquivo pessoal)

A estudante Bárbara Melo, de 12 anos, criou uma página para sua cachorrinha Tutty. “Achei o site bem bonito e divertido, mas meus amigos ainda não se cadastraram. Acho que, em pouco tempo, as pessoas vão começar a participar”, diz.

De acordo com Bárbara, o animal é o xodó da família e ganhou uma página na internet antes mesmo que o irmão caçula, Felipe, de três meses.



A cadelinha entrou para o convívio da família em outubro de 2005, quando eles moravam em uma casa em Campo Grande. Após a mudança para São Paulo, o animalzinho veio junto e se adaptou à vida em um apartamento.

Em busca de um novo par

Já a estudante Laís Perpétuo Simões, de 11 anos, também se animou com a idéia de dedicar um espaço especial à cachorrinha na internet. A yorkshire Mel, de 3 anos, faz parte de comunidades como “Eu adoro a cama da mamãe” e “Sou linda”.

Laís diz que não descarta a possibilidade de fazer a cachorrinha encontrar um par. “Bem que ela podia arranjar um cachorrinho pra cruzar. Ela tentou duas vezes e não conseguiu engravidar”, conta.



De acordo com a assessoria de imprensa do Google, o Orkupet não é vinculado à empresa, que é responsável pelo Orkut.

‘Não fiquei rico com o Guns N’ Roses’, diz ex-baixista do grupo


Duff McKagan falou ao G1 sobre música e economia.
Ele se apresenta no Brasil em novembro com o Loaded, sua nova banda.


Entre os membros da formação original do Guns N’ Roses, o ex-baixista da banda Duff McKagan talvez seja um dos que melhor consegue se afastar da sombra do grupo de hard rock. Além dos inúmeros projetos paralelos, que já incluíram uma carreira-solo, grupos como 10 Minute Warning e Velvet Revolver e participações em discos de amigos e companheiros como Slash, Izzy Stradlin e Mark Lannegan, McKagan também encontra tempo para escrever, com uma coluna sobre música para o site Seattle Weekly e outra sobre economia para o site da revista “Playboy”.

“Eu faço o que gosto, seja como músico, seja escrevendo, seja atravessando a rua. Tem que ser algo autêntico, nada que faça me sentir estranho ou que faça me sentir um ‘vendido’”, explica McKagan por telefone em entrevista ao G1.

Ele vem para o Brasil com sua banda Duff McKagan’s Loaded para se apresentar em novembro no festival Maquinaria, em São Paulo. O projeto liderado por Duff existe desde 1999, e no lugar de tocar baixo, ele fica com a guitarra base e canta. “Para mim é mais fácil tocar guitarra e cantar ao mesmo tempo – não consigo fazer o mesmo com o baixo. Mas tenho sorte de ter contado com uma ótima banda, incluindo o Jeff Rouse, que é um grande baixista”, elogia.

Duff diz também que ele próprio não é um exemplo típico de baixista de hard rock. “Sou diferente de caras como o Ian Hill, do Judas Priest, que fica na dele, só tocando a sua parte. Meu modelo de baixista é Paul Simonon, do Clash, que era o cara mais f... da banda”.

Essa está longe de ser a primeira vez de McKagan no Brasil. Com o Guns N’ Roses esteve duas vezes no país, em 1991 e 1992, e voltou em 2007 com o Velvet Revolver, banda que reunia boa parte dos colegas da época do Guns, com o Stone Temple Pilot Scott Weiland nos vocais.

“Eu tento não criar expectativas quanto aos países nos quais tocamos – eu adoro viajar e sempre tenho boas experiências. Mas a história com o Brasil é incrível. Quando tocamos com o Guns aí em 91, nós não tínhamos ideia do quanto éramos famosos, não acreditamos quando lotamos o Maracanã por dois dias. Os fãs brasileiros são muito apaixonados por rock, e eu tive sorte de tocar para eles”, relembra.



Grunge


Nascido em Seattle, Duff tocou em algumas bandas na cidade no começo da década de 80, incluindo as influentes The Living e Fastbacks. Em 85, aos 19 anos, se mudou para Los Angeles após ler um anúncio sobre uma banda local procurando um baixista – era o Road Crew, grupo do guitarrista Slash.

Eles logo entrariam para o recém-criado Guns N’ Roses, onde permaneceram até 1993 – seu último show com a banda será em Buenos Aires. No meio tempo a cena da sua cidade natal explodiu mundialmente, gerando a onde grunge no rastro do sucesso do Nirvana e tirando o hard rock (ou hair metal) de grupos como o Mötley Crüe das paradas.

“O grunge não afetou o Guns da mesma maneira que as bandas de hard rock da época. Nós éramos uma das maiores bandas do mundo naquele momento, estávamos tocando. Mas eu fiquei com um pouquinho de inveja – eu não precisava ter saído de Seattle para tocar rock!”, lembra Duff.

Ele já disse que “Ainda ama Axl” em outras entrevistas, mas agora se recusa a falar sobre a versão atual do Guns. “Qualquer coisa que eu falasse, para qualquer jornalista em qualquer lugar do mundo logo se espalharia por toda a internet”, se justifica.



Escrevendo


Escrevendo para o “Reverb”, seção musical do Seattle Weekly, ele fala sobre sua carreira, escreve sobre lançamentos e clássicos do rock e até lembra de alguns momentos com o Guns – ele chegou a dar a sua versão sobre a famosa briga com o Nirvana no backstage dos VMAs em 1992, ao lado do ex-baixista do Nirvana e também colunista Chris Novoselic.

“Eu escrevo sobre a minha vida, às vezes estou com saudades dos meus filhos e falo deles. Hoje eu nem sabia sobre o que ia escrever até sentar no computador e começar a digitar”, explica. Os textos de Duff são diretos e agradáveis, dignos de um profissional.

“Eu fui para a faculdade depois do Guns N’ Roses, quando eu já tinha uns 30 anos, e aí comecei a escrever a sério”, conta. Segundo ele, escrever não é só vaidade – ajuda também a pagar as contas. Além do trabalho no Seattle Weekly, ele também mantém uma coluna on-line sobre economia no site da “Playboy” norte-americana chamada Duffonomics.

“Por que não escrever uma coluna sobre economia? Eu me formei em economia na faculdade, estamos passando por uma recessão, a economia está globalizada e eu gosto de observar isso. Eu lembro de estar no Brasil em 1991, acho, e o governo havia acabado de modificar a moeda, cortando alguns zeros. E eu tinha uma nota de 10 mil, e alguém me contou que na verdade ela valia 10 cruzeiros – depois eu descobri que estavam tentando combater a inflação”, recorda.

“É interessante entender como funcionam as diferentes economias do mundo todo. Eu viajo muito e consigo conhecer melhor isso, saber como o mundo está lidando com essa globalização”. Além de pensar em macroeconomia, ele também tenta equilibrar as contas da sua própria banda.



Mercado musical



“O mercado de música é muito diferente de antigamente. Nós tentamos ganhar algum dinheiro fazendo shows, mas nem isso sempre é possível – os caras do Loaded têm outros trabalhos para conseguir se sustentar, assim como eu”, revela. “Cortamos custos, vendemos camisetas e discos nos shows. Indo para a América do Sul, damos sorte se conseguirmos empatar os custos, tentamos fazer uma outra turnê mais lucrativa para tentar compensar uma que não dê tanta grana”, explica.

Refletindo sobre a realidade do mercado musical, Duff fala sobre como as atitudes mudaram. “Você fica torcendo para que uma música sua entre na trilha de um filme, de um comercial, ou que você consiga fazer uma turnê patrocinada. Há dez anos, isso seria ‘se vender’, mas hoje todo mundo faz isso”.

Falando sobre download ilegal, o músico avisa que “nunca roubou nenhuma música pela internet”. “Eu compro muitos discos, e nunca deixei meus filhos baixarem músicas ilegalmente. As pessoas devem baixar alguma música minha pensando, ‘ah, esse cara já tem muito dinheiro’. Bom eu não tenho muito dinheiro – fizemos bastante dinheiro na época do Guns, mas não fiquei rico, tinha vinte e poucos anos. Se fosse hoje, com a minha experiência, tenho certeza que teria ficado com bem mais dinheiro”.

Vestido de noiva apertado rende indenização de R$ 4 mil por danos morais



Atendente de loja teria alegado que problema era do corpo da noiva.
Dona da loja acredita que houve um mal-entendido.


A Justiça do Rio condenou a empresa Maison More Lee – responsável pela loja de artigos de noivas Tutti Sposa – a indenizar a advogada Gabriela de Souza Paterman, de 35 anos, em R$ 4 mil por danos morais e R$ 1.300 por danos materiais. A causa foi não só um vestido de noiva, que estaria abaixo do tamanho encomendado para aluguel, como a reação da costureira, que teria alegado que o problema não era do modelito e sim do corpo da noiva.

“Eu não conseguia nem respirar. O vestido não era para mim”, diz Gabriela.

Ela conta que foi à loja, no bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio, em abril de 2006, dois meses antes de seu casamento. Escolheu um modelo “tomara que caia”, que estava disponível apenas no número 38. Segundo Gabriela, a atendente afirmou que poderia trazer um tamanho maior – no seu caso, 40 - da loja de São Paulo. A noiva pagou então R$ 1.800 à vista pelo aluguel do vestido e marcou uma nova prova.

“Quando cheguei lá, o vestido era o mesmo, do mesmo tamanho do anterior. Insisti, insisti, e o vestido não queria entrar. Com muito custo, conseguiram fechá-lo. Mas, quando olhei pelo espelho, vi que tinha se formado um buraco nas minhas costas, de tão apertado que estava. Foi quando ela me disse que o problema era do meu corpo”, conta.



Gabriela então optou por rescindir o contrato, inclusive arcando com uma multa de 30%. O restante do dinheiro pago, no entanto, não teria sido devolvido:



“Aceitei pagar a multa e eles disseram que me devolveriam o restante do dinheiro em cinco dias, mas nunca mais me deram nenhuma satisfação”, conta Gabriela, que teve que sair às pressas em busca de outro modelo para aluguel.



Justiça aumentou indenização

Proprietária da loja, Regina Almeida se defende. Ela afirma que busca sempre atender bem as noivas que a procuram e que costuma devolver o dinheiro na hora. Ela diz ainda que não acredita que a costureira tenha criticado o corpo da cliente.



“Ela deve ter entendido errado. Jamais a costureira iria falar mal do corpo de uma pessoa”, afirmou Regina, que ainda está avaliando com seu advogado se é possível entrar com recurso da decisão.

Gabriela entrou com a ação em 2008, no Juizado Especial Cível de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, onde mora. No processo, a empresa alegou que não havia dano moral e que já teria devolvido o dinheiro. No entanto, segundo a Justiça, isso não foi comprovado com documentos. A loja acabou condenada a pagar R$ 2 mil por danos morais.

“O dano moral sofrido restou devidamente comprovado, a ré frustrou as expectativas da autora quanto ao vestido de noiva, fazendo com que esta tivesse que percorrer inúmeras lojas para achar outro que fosse de seu agrado e ainda foi destratada pela funcionaria da ré, que alegou que o problema não era do vestido, mas sim de seu corpo”, diz a decisão, assinada pelo juiz Alexandre Corrêa Leite.

Gabriela decidiu recorrer, ao considerar o valor insuficiente. No último dia 28 de outubro, a 4ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Rio decidiu aumentar a indenização para R$ 4 mil e manteve os R$ 1.300 de danos materiais. “Ainda acho pouco, não compensa tudo o que passei”.